segunda-feira, 25 de maio de 2015

ANÁLISE DO DISCURSO CRÍTICA E SEMIÓTICA



ANÁLISE DE CAPA DE REVISTA

BASEADO NO LIVRO “TEMAS CONTEMPORÂNEOS EM SEMIÓTICA VISUAL” - Flaviane Faria Carvalho


   A produção de signos e a utilização de recursos semióticos está estritamente vinculada aos meios de comunicação e representação. De fato, signos são os materiais através dos quais as mensagens são constituídas, porém os significados não se restringe apenas ao modo semiótico linguístico, mas também a outros modos semióticos, como é o caso do modo semiótico visual. Os estudos comprovam que o significado também reside com a mesma importância em outros códigos semióticos além do verbal; nesse sentido, os significados só podem ser apreendidos em sua totalidade por meio da análise de todos os recursos semióticos em questão. Daí a inauguração da Semiótica Social da Comunicação Visual, uma visão "multimodal" dos textos e sistemas de significados sociais que busca abarcar o processo comunicacional como um todo - incluindo as complexas inter-relações entre textos e contextos, agentes e objetos de significado, forças e estruturas sociais.
  Nesses termos, os estudos em multimodalidade visam investigar os principais modos de representação em função dos quais um determinado texto é produzido e realizado, bem como compreender o potencial de origem histórica e cultural utilizado para produzir o significado de qualquer modo semiótico.
   

   Com base nos estudos e exemplos apresentados no decorrer do livro, fora proposto uma atividade de estudos da semiótica visual através da publicidade. Escolhemos para análise uma das capas da revista VEJA publicada em 2013.
    A Veja é uma revista brasileira, respeitada pela maioria, polêmica, formadora de opinião, publicada pela Editora Abril. Criada em 1968 pelos jornalistas Roberto Civita e Mino Carta, a revista trata de temas variados de abrangência nacional e global. Entre os temas tratados com frequência estão questões políticas, econômicas, e culturais. 



     Na imagem uma pessoa humana, mulher (o participante como representação está sozinho - individualização), representando o simbolo da justiça, onde podemos concluir esta dedução por estar de olhos vendados (simbolo que representa a imparcialidade), vestimenta branca (representação da pureza, leveza e neutralização), estar em uma das mão com uma espada (simbolo da força de que dispõe para impor o direito) e na outra uma balança (que representa a ponderação dos interesses das partes em litigio). Essas simbologias nas mãos encontram-se amarradas, numa posição de "indefesa", "presa", "sem ter o que fazer", junto a uma estrela vermelha que é a representação, neste caso, do Partido Político do PT (a estrela vermelha é tema deste).
     A capa da revista Veja proposta acima mostra a justiça de mãos atadas diante da manipulação das informações do atual governo, que tem seus principais líderes acusados de envolvimento no escândalo do mensalão.
Uma das primeiras preposições básicas é a de que os significados referentes a distância social estão relacionados com o enquadramento da imagem. A capa apresenta um "Plano Aberto (geral), em que o participante representado é mostrado de corpo inteiro, o que remete a uma interação impessoal e um distanciamento com o espectador (mundos distintos), como se a justiça, mesmo apresentada nessas condições, fosse distante deste.
O ângulo da imagem é de "ângulo frontal", onde o participante representado e o fotografo coincidem entre os planos, ou seja, encontram-se no nível do olhar do espectador, não ha diferenças de poder entre ambos e estimula os leitores a envolverem-se com o fato reportado, mas também não estabelece contato visual com o expectador, tanto porque a representação da justiça é "vendada", quanto pelo posicionamento de sua cabeça, como uma representação de submissão.
O fundo preto demonstra a seriedade do assunto, e os contrastes apresentados pelas letras em cor neutra branca, representando a calma, distancia, frio, e as letras em cor quente como o amarelo, associado ao calor, energia, saliência, podem estar associados ainda aos contrastes "longe/próximo", "leve/pesado", etc. Na escala de temperatura, observa-se esta aplicação de contraste da tonalidade (quente: amarelo / neutro:branco), sugerindo assim certo equilíbrio dinâmico, a partir das quais são enquadrados pontos de tensão e relaxamento na capa. Em se tratando do peso visual da tipografia empregada, o uso do branco parece, em termos positivos, transmitir a sensação de equilíbrio ou neutralização entre a cor e o que esta escrito.
Em conclusão, apesar do assunto ser polêmico e de denuncia, a impressão que temos é que a revista tenta causar um grande impacto com a imagem, mas tenta manter um certo contraste (amenizar/neutralizar) através das cores ao abordar o assunto no texto apresentado.





sexta-feira, 15 de maio de 2015


PESQUISA DE INICIAÇÃO CIENTIFICA

A LINGUAGEM E O GÊNERO DOS PROTESTOS


Projeto realizado em 2014 pela aluna Ariane Fermino e Silva com orientação do Prof. Hélcius Batista Pereira e financiado pelo Banco Santander em parceria com a Universidade Paulista UNIP.


Resumo: Este projeto tem como objetivo analisar as linguagens utilizadas nos protestos e manifestações que ocuparam o país com palavras e ideias neste ano de 2013 e espero encontrar uma linguagem que não se curva a norma culta, que o que se vê nas situações de espontaneidade é a “língua viva”, com a sua gramática, que nem sempre coincide com esta denominada “de prestigio”, uma linguagem formada por jargões e fórmulas que se repetem e / ou uma linguagem que faz uso de figuras estilísticas que ora se aproxima da poesia e da propaganda (slogans), uma linguagem que define uma geração e uma época e quais variações linguísticas envolvidas conseguiremos definir e/ou deduzir através da realização destes cartazes.
Introdução:
Este projeto tem como objetivo pesquisar e trabalhar as linguagens dos protestos e manifestações que ocuparam o país com palavras e ideias neste ano de 2013 em sala de aula com uma análise linguística e discursiva mais do que por qualquer outro traço com o objetivo de observar que o que se vê nas situações de espontaneidade é a “língua viva”, com a sua gramática, que nem sempre coincide com a norma culta (de prestigio), além da importância de oferecer ao aluno a capacidade de distinguir e escolher os diferentes usos da língua em determinados momentos, avaliar o gênero e suas composições.
Nosso ponto de partido foi a análise feita em revista especializada em língua portuguesa publicada à época dos protestos populares no ano de 2013. Assim Murano (2013), Godoi (2013) e Possenti (2013) sugeriram análises dos cartazes, faixas e gritos de guerra dos manifestantes que tomaram as ruas do país naquele momento.
Como analisaremos um gênero, buscamos apoio teórico em Schneuwly (2004). Como nosso olhar se atentará para as questões da variabilidade da língua, também nos apoiaremos em Camacho (1988). Todos esses autores apresentam os seus objetos de estudo em perspectiva que pretende colaborar para a criação de propostas de ensino-aprendizagem de língua portuguesa. Também compartilhamos desse objetivo como veremos, o que justifica a escolha desses trabalhos como suporte teórico.
A metodologia que propomos passará pela constituição de corpus de análise com os textos dos cartazes de protesto. Em um primeiro esforço feito antes da finalização do presente projeto, recolhemos inicialmente cerca de 50 frases encontradas e registradas nos protestos a partir de Junho 2013 e disponíveis na internet através de redes sociais, reportagens e tiradas pelos próprios manifestantes. Nossa proposta é realizar um trabalho que analise o texto em sua multiplicidade, a começar pelos conteúdos que expressam, configurando análises semânticas e pragmática-discursivas, análise do estilo da linguagem e de sua expressividade, e, finalmente, avaliação de aspectos morfossintáticos e lexicais que apontem para a variabilidade da língua portuguesa no gênero que ora enfocamos.
Objeto de Estudo:
As manifestações e protestos que vem acontecendo desde Junho de 2013 mostram-nos as linguagens de protestos no Brasil cada vez mais criativas, provocantes e eficazes na divulgação de suas reivindicações, gravando seu nome na história da contracomunicação brasileira e desafiando a mídia tradicional por meio de mensagens que contrariam o establishment.
Segundo Murano (2013), cartazes, faixas, slogans, grito de guerra pichações entre outros recursos de contracomunicação, buscaram desestabilizar o discurso institucional e as respostas pré-fabricadas por assessores políticos, fazendo com que cada palavra dos manifestantes só tivesse a razão de ser como réplica a um contexto definido de antemão, valendo-se da sátira e da paródia para referenciar aquilo a que respondiam, ou seja, a eficácia do discurso do cartaz reside precisamente nesse poder de evocação de discursos anteriormente enunciados. E não somente isso, reside nessa inversão o principal artifício retórico dos protestos que seria o próprio ativista, com suas roupas, palavras de ordem e gestual típico de manifestações, é uma tela onde projeta sua mensagem, assim como os “caras-pintadas” que foi o nome pelo qual ficou conhecido o movimento estudantil brasileiro realizado no decorrer do ano de 1992 que teve, como objetivo principal, o impeachment do presidente do Brasil na época, Fernando Collor de Melo, este nome “caras-pintadas” referiu-se à principal forma de expressão e símbolo do movimento: as cores verde e amarelo pintadas no rosto dos manifestantes. 
Já Godoi (2013) nos mostra um olhar atento sobre as irreverências nos cartazes com suas variações regionais apresentadas como que uma espécie de campeonato nacional semântico do manifesto e as diferentes motivações de cada um no ato de manifestar que não somente o movimento passe livre iniciado, das paródias aos regionalismos, um panorama das palavras e expressões empunhadas Brasil afora.
Possenti (2013) analisou cartazes que incorporaremos em nosso corpus apontando para a sua potencialidade no uso didático. Textos curtos, como os dos cartazes, em aulas de português, seriam ótimos testes para explorar as teorias de leitura e para a efetivação de leituras com análise mais explícita e que não sendo mera identificação de “conteúdo” (do tipo “quem fez?”; “de que músicas ela gosta?”) e as manifestações de rua têm oferecido interessantes materiais.
O presente trabalho tomará os cartazes como objeto de estudo e procurará analisá-los em sua diversidade e riqueza, procurando medir as reais possibilidades que este tipo de material oferece a docentes e alunos no processo de ensino-aprendizagem.
Objetivo:
O objetivo geral da pesquisa que propomos é fazer uma descrição dos cartazes como objeto complexo da língua, expressão da heterogeneidade da língua, e, por fim, apreender toda a sua potencialidade como objeto mediador de propostas de ensino-aprendizagem de língua materna.
Como objetivos específicos, podemos mencionar que visaremos:
1. A descrição dos cartazes do ponto de vista semântico, pragmático e discursivo. Que conteúdos trazem? Que estratégias textuais e discursivas se utilizam para veicular suas mensagens “subversivas” e de protesto.
2. A descrição dos cartazes evidenciando a variabilidade morfossintática da língua portuguesa. Qual a configuração da norma gramatical dos protestos? E que medidas essa norma se distancia ou se aproxima da chamada “norma-padrão”?
3. A proposição de atividades de ensino-aprendizado a partir dos cartazes. Como em sala de aula é possível explorar esse gênero como objeto de desenvolvimento da maestria dos objetos linguísticos e, portanto, de ampliação da “competência comunicativa” dos alunos?
Justificativa:
            A língua portuguesa do Brasil é marcada por sua grande heterogeneidade e variabilidade (CAMACHO, 1988). A busca de materiais que permitam explorar esses aspectos é fundamental e urgente. A escola não pode no mundo atual se furtar a aproveitar a multiplicidade e diversidade de materiais com os quais seus alunos lidam. Se não estiver atenda ao fato de que a língua é objeto complexo, que vai muito além da imposição de um padrão de norma oferecido como fórmula única de uso da língua, estará perdendo a oportunidade de, de fato, colaborar para ampliação da competência comunicativa de seus alunos.
            O ensino através dos gêneros discursivos é mecanismo bastante apropriado para tratar a língua em sua multiplicidade (SCHNEUWLY, 2004). Por meio de atividades didáticas que coloquem os alunos não somente com os aspectos técnicos do texto, mas também explorando sua função de instrumento simbólico através do qual as interações sociais se constituem, a escola tem a oportunidade de oferecer ao aluno matéria que permita seu crescimento acadêmico e pessoal.
            Os cartazes de protestos têm nesse sentido um enorme potencial didático. Escritos por jovens, devem conter uma norma gramatical carregada de usos que ora se distanciam ora se aproximam da “norma-padrão”. A partir desse material, os alunos podem refletir sobre as normas por trás dos usos linguísticos, dando-lhes consciência sobre as escolhas linguísticas mais adequadas em cada contexto de uso. Refletindo sobre as questões sociais, políticas e econômicas, podem ser o ponto de partida para discussões de como a língua constrói discursos, carregados de ideologias e “verdades”, matéria para desenvolver a capacidade crítica de alunos, em suas atividades de leitura crítica.
Metodologia:
Para a pesquisa que aqui propomos, constituiremos um corpus de análise com frases de cartazes que circularam nos protestos recentes que marcaram a História do Brasil. Esse corpus já está previamente formado inicialmente com cerca de 50 diferentes cartazes retirados em sites e redes sociais e, analisados por Possenti (2013). Outros cartazes que recolheremos ao aprofundar nossa pesquisa ampliaram este material de análise, caso seja necessário.
Cada cartaz passará por análise nos seguintes níveis, seguindo a proposta de Schneuwly (2004):
  1. Análise do seu conteúdo: identificação de estratégias semânticas, pragmáticas e discursivas utilizadas pelos autores para “vender” suas ideias e ideologias.
  2. Análise do estilo da linguagem: a questão da formalidade, o uso de figuras de linguagem e ferramentas estilísticas.
  3. Análise da composição linguística: as escolhas lexicais e morfossintáticas feitas por seus autores na produção textual dos cartazes. Essas escolhas serão observadas com perspectiva variacionista, e poderão ser quando necessárias contratadas à norma-padrão.
A partir dos aspectos analisados, conforme descrevemos anteriormente, realizaremos como última parte de nossa pesquisa, a proposição de atividades de ensino-aprendizagem que tomem o gênero cartazes de protesto como objetos didáticos, em uma visão dialógica e sócio-interacionista, conforme proposta de Schneuwly (2004).
Fundamentação teórica:
Nossa base teórica fará a avaliação e definição de gêneros segundo os estudos de Schneuwly (2004), para que possamos entender como funciona as escolhas linguísticas e discursivas em determinadas situações e o quanto elas falam por si só.  Este autor, seguindo a tradição bakhtiniana, sustenta que cada esfera de troca social elabora tipos relativamente estáveis de enunciado, sendo estes os gêneros, logo três elementos o caracterizam: conteúdo temático – estilo – construção composicional e que a escolha de um gênero se determina pela esfera, as necessidades da temática, o conjunto dos participantes e a vontade enunciativa ou intenção do locutor.
A caracterização do primeiro elemento é a escolha de um gênero em função de uma situação definida por um certo número de parâmetros: finalidade, destinatários, conteúdo, dito de outra maneira, existe primeiramente a elaboração de uma base de orientação para uma ação discursiva. Assim então, na segunda caracterização, essa base chega à escolha de um gênero num conjunto de possíveis, no interior de uma esfera de troca dada, num lugar social que define um conjunto possível de gêneros. A construção composicional se dá pelo fato de que os gêneros, apesar de serem “mutáveis, flexíveis”, eles tem uma certa estabilidade que definem o que é dizível, tendo uma composição: tipo de estruturação e acabamento e tipo de relação com os outros participantes da troca verbal, sendo então a estrutura definida por sua função. Gramática e léxico, por um lado, e estilística, por outro, separam-se essencialmente pelo ponto de vista que os define: língua de um lado, gênero de outro. Esse plano comunicacional será caracterizado por um estilo, que deve ser considerado não como um efeito da individualidade do locutor, mas como elemento de um gênero.
Já Camacho (1988) nos explica que a linguagem humana varia de acordo com o grau de contato entre os seres que constituem a comunidade universal, e que as diferenças de um idioma, que caracterizam ou mesmo identificam os nativos de uma nação, estão longe de ser o único e mesmo principal fator da diversidade linguística. Uma língua é um objeto histórico, enquanto saber transmitido estando, portanto, sujeita ás eventualidades próprias de tal tipo de objeto. Isso significa que se transforma no tempo e se diversifica no espaço. Um outro exemplo: sem sair das fronteiras políticas brasileiras, é possível também identificar um nordestino e distingui-lo de um paulista pelo seu modo característico de falar.
Os fatores desta diversidade linguística não ficam assim limitados aos aspectos temporal e espacial. Podemos identificar e distinguir dois falantes de uma mesma comunidade linguística, geograficamente falando, por suas características decorrentes de diferentes níveis culturais, ou seja, havendo diferenças no modo de se expressar entre um indivíduo iletrado a um outro com nível cultural mediano ou altamente cultivado e mais, um sujeito que se dirige a um dos membros da família, em nenhuma hipótese usará as mesmas formas de outra situação em que se encontre perante um superior hierárquico, ou seja, ele sabe fazer as melhores escolhas dependendo de sua situação de uso / contexto.
Em resumo, Camacho (1988) define que no seio de um mesmo instrumento de comunicação existem quatro modalidades especificas de variação linguística: histórica ou diacrônica, geográfica ou espacial, social e estilística.
Resultados esperados: 
Com a pesquisa e realização deste projeto, espero encontrar uma linguagem que não se curva a norma culta, uma linguagem formada por jargões e fórmulas que se repetem e / ou uma linguagem que faz uso de figuras estilísticas que ora se aproxima da poesia e da propaganda (slogans), uma linguagem que define uma geração e uma época e quais variações linguísticas envolvidas conseguiremos definir e/ou deduzir através da realização destes cartazes.
Também esperamos evidenciar que tais materiais discursivos podem ser amplamente utilizados em sala de aula, de modo que a escola possa cumprir com eficiência seu objetivo maior no ensino de língua materna: a ampliação da competência comunicativa de seus alunos.
Referências Bibliográficas:
CAMACHO, Roberto G. – “A variação linguística”, in subsídios à proposta curricular de língua portuguesa para o 1º e 2º graus. Secretaria de estado da educação - São Paulo, SP. CENP, 1988.
GODOI, Marcílio – “A irreverência que dá cartaz”, in revista língua portuguesa, Ano 8 nº 94, Agosto de 2013 – Ed. Segmento – São Paulo, SP.
MURANO, Edgard – “A linguagem dos protestos”, in revista língua portuguesa, Ano 8 nº 94, Agosto de 2013 – Ed. Segmento – São Paulo, SP.
POSSENTI, Sirio – “Leitura das ruas”, in revista língua portuguesa, Ano 8 nº 94, Agosto de 2013 – Ed. Segmento – São Paulo, SP.
SCHNEUWLY, Bernard – “Gêneros e tipos de discurso: considerações psicológicas e ontogenéticas”, in gêneros orais e escritos na escola / tradução e organização Roxane Rojo e Glais Sales Cordeiro – Campinas, SP: Mercado de Letras, 2004- (as faces da linguística aplicada).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

POEMA EPÍLOGOS DE GREGÓRIO DE MATOS




Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.
Quem a pôs neste socrócio?..........Negócio
Quem causa tal perdição?.............Ambição
E o maior desta loucura?...............Usura.
Notável desventura
de um povo néscio, e sandeu,
que não sabe, que o perdeu
Negócio, Ambição, Usura.
Quais são os seus doces objetos?....Pretos
Tem outros bens mais maciços?.....Mestiços
Quais destes lhe são mais gratos?...Mulatos.
Dou ao demo os insensatos,
dou ao demo a gente asnal,
que estima por cabedal
Pretos, Mestiços, Mulatos.
Quem faz os círios mesquinhos?...Meirinhos
Quem faz as farinhas tardas?.........Guardas
Quem as tem nos aposentos?.........Sargentos.
Os círios lá vêm aos centos,
e a terra fica esfaimando,
porque os vão atravessando
Meirinhos, Guardas, Sargentos.
E que justiça a resguarda?.............Bastarda
É grátis distribuída?......................Vendida
Que tem, que a todos assusta?.......Injusta.
Valha-nos Deus, o que custa,
o que El-Rei nos dá de graça,
que anda a justiça na praça
Bastarda, Vendida, Injusta.
Que vai pela clerezia?..................Simonia
E pelos membros da Igreja?..........Inveja
Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.
Sazonada caramunha!
enfim que na Santa Sé
o que se pratica, é
Simonia, Inveja, Unha.
E nos frades há manqueiras?.........Freiras
Em que ocupam os serões?............Sermões
Não se ocupam em disputas?.........Putas.
Com palavras dissolutas
me concluís na verdade,
que as lidas todas de um Frade
são Freiras, Sermões, e Putas.
O açúcar já se acabou?..................Baixou
E o dinheiro se extinguiu?.............Subiu
Logo já convalesceu?.....................Morreu.
À Bahia aconteceu
o que a um doente acontece,
cai na cama, o mal lhe cresce,
Baixou, Subiu, e Morreu.
A Câmara não acode?...................Não pode
Pois não tem todo o poder?...........Não quer
É que o governo a convence?........Não vence.
Que haverá que tal pense,
que uma Câmara tão nobre
por ver-se mísera, e pobre
Não pode, não quer, não vence.








Considerações Finais:


O objetivo principal deste trabalho foi analisar o poema “Epílogos” do seiscentista Gregório de Matos, bem como o contexto e os aspectos ideológicos da época e sua intertextualidade com os versos escolhidos do mesmo poema pelo rapper Rappin Hood, a pesquisa nos propiciou entender em que se aplica ao contexto atual levando em consideração o grande espaço de tempo que os separam. Esta obra de Gregório de Matos é reconhecida como um projeto literário que além de ter iniciado uma tradição entre nós, superou os limites do próprio Barroco, e porque não dizer que em pleno século XVII, o poeta poderia ser um dos precursores da poesia moderna do século XX?


Importante enfatizar como este tipo de análise pode contribuir e ser aplicada em atividades de ensino-aprendizagem na sala de aula mostrando a importância da literatura no processo de desenvolvimento do aluno. Ressaltamos que é preciso buscar melhor fundamentação teórica na parte pedagógica para melhor se aproveitar o conhecimento a fim de transmitir ao aluno, não somente esta obra de Gregório em especifico, mas praticar a reflexão em diferentes obras literárias.



Referências Bibliográficas:



Hansen, João Adolfo - Malhado ou malhadiço, a escravidão na sátira barroca, in departamento de Letras Clássicas e Vernáculas - FFLCH/USP, R. História, São Paulo. 120, p. 163-181, jan/jul. 1989.



Pólvora, Hélio - Para conhecer melhor Gregório de Matos, in Bloch editores SA, 1ª edição. Rio de Janeiro/RJ. 1974.

Spina, Segismundo – A poesia de Gregório de Matos – in EdUSP, São Paulo/SP. 1995.

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Planos de Aula - Morfossintaxe



Proposta de Atividade: O estudo de MALP (Morfossintaxe Aplicada a Língua Portuguesa) tem como principal objetivo desenvolver a capacidade de descrição e explicação de formasimultânea tanto a estrutura quanto o funcionamento da língua. Para que isso aconteça, tornam-se necessárias a descrição e a prática de uso dos processos morfossintáticos, assim como o desenvolvimento da capacidade de reflexão crítica sobre conceitos tradicionais e modernos, para assim propiciar melhoria tanto na análise quanto na produção de textos escritos.


Plano de Aula Elaborado por:
Ariane Fermino e Silva – RA B 77530-0
Camila Santana Silva – RA B 7503F-6
Carolina Lagarin Alípio – RA B 7241J-3
Jéssika Primo - RA B7521G-2
Polyanna Sato – RA B 7008B-2

Letras - 4º Semestre - Noturno

Matéria – Mosfossintaxe
Tempo de Aula: 2 horas e meia / Aula
Objetivo Geral: Apresentar aos alunos a relevância das reflexões sobre a linguagem, na perspectiva da Morfossintaxe e importância do estudo e analise da língua para ensino e aprendizagem da língua materna.
Material Utilizado: Lousa
Bibliografias:

Divisão da Matéria: Funções Sintáticas de uma oração simples – Metodologia Sautchuk

1º 30 minutos:

Sujeito
- O sujeito estabelece uma relação de concordância com o verbo.
Exemplos: João bebeu café / João e Marcos beberam café.
- Seguindo dois passos simples encontramos o sujeito na oração, o mesmo pode ser substituído por pronomes pessoais como “eu”, “tu”, “ele”, etc.
Passo 1 – Transforme a oração em uma interrogativa.
Ex: João bebeu café?
Passo 2 – Identifique quais pronomes pessoais conseguimos colocar na resposta.
Ex: Sim, ele bebeu.
O pronome “ele” está no lugar de “João”, logo João é o sujeito da oração.

Objeto Direto

- É um complemento obrigatório do verbo.
Exemplo: João falou inglês.
O verbo “falar” neste exemplo pressupõe que “alguém que fale” e “o que é falado”.
- Seguindo dois passos simples encontramos o objeto direto na oração, o mesmo pode ser substituído por pronomes oblíquos como “o” e “a” ou demonstrativo “isso”.
Passo 1 – Transforme a oração em uma interrogativa.
Ex: João falou inglês?
Passo 2 – Identifique quais pronomes que conseguimos colocar na resposta.
Ex: Sim, ele falou isso.
O pronome “ele” está no lugar de “João”, logo João é o sujeito da oração.
O pronome “isso” está no lugar de “inglês”, logo inglês é o objeto direto da oração.

Objeto Indireto

- É um complemento obrigatório do verbo.
Exemplo: João enviou flores à namorada.
O verbo “enviar” neste exemplo pressupõe que “alguém envie”, “o que é enviado” e “para quem é enviado”.
 - Seguindo dois passos simples encontramos o objeto indireto na oração, o mesmo pode ser substituído pelo pronome oblíquo “lhe” e os pronomes pessoais “ele / ela”.
Passo 1 – Transforme a oração em uma interrogativa.
Ex: João enviou flores à namorada?
Passo 2 – Identifique quais pronomes que conseguimos colocar na resposta.
Ex: Sim, ele enviou-lhe isso.
O pronome “ele” está no lugar de “João”, logo João é o sujeito da oração.
O pronome “isso” está no lugar de “flores”, logo flores é o objeto direto da oração.
O pronome “lhe” está no lugar de “à namorada”, logo à namorada é o objeto indireto.

2º 30 minutos:

Predicativo do Sujeito

- Modifica (predica) o sujeito.
- Aparece em frases em que o núcleo (verbo) é um verbo de ligação.
- Usaremos os dois passos da metodologia:
Passo 1 – Transformar a frase em uma interrogativa.
Passo 2 – Encontrar nas respostas as funções sintáticas da oração.
Exemplo: João é bonito.
Passo 1: João é bonito?
Passo 2: Sim, ele é bonito.
O pronome “ele” está no lugar de “João”, logo João é o sujeito da oração e “bonito” é o Adjetivo que modifica o sujeito, logo bonito é um predicativo do sujeito nesta oração.

Predicativo do Objeto

- Modifica (predica) o objeto.
- Aparece em frases em que o núcleo (verbo) é um verbo de ligação.
- Usaremos os dois passos da metodologia:
Passo 1 – Transformar a frase em uma interrogativa.
Passo 2 – Encontrar nas respostas as funções sintáticas da oração.
Exemplo: A mãe encontrou a menina triste.
Passo 1: A mãe encontrou a menina triste?
Passo 2: Sim, ela a encontrou triste.
O pronome “ela” está no lugar de “mãe”, logo mãe é o sujeito da oração, “a” esta no lugar de “menina”, logo menina é o objeto direto da oração e “triste” é o Adjetivo que modifica o objeto direto, logo triste é um predicativo do objeto nesta oração.

Adjunto Adverbial

- É um complemento não obrigatório do verbo na oração.
- Usaremos os dois passos da metodologia:
Passo 1 – Transformar a frase em uma interrogativa.
Passo 2 – Encontrar nas respostas as funções sintáticas da oração.
Exemplo: João falou inglês na Itália.
Passo 1: O João falou inglês na Itália?
Passo 2: Sim, ele falou isso.
O verbo “falar” neste exemplo pressupõe que “alguém que fale” e “o que é falado”, o pronome “ele” está no lugar de “João”, logo João é o sujeito da oração, “isso” esta no lugar de “inglês“, logo inglês é o objeto direto da oração e o termo “na Itália”, onde foi falado, não é obrigatório na oração, logo na Itália é um adjunto adverbial.

Adjunto Adnominal

- É um complemento não obrigatório na oração.
- Acompanha o sujeito da oração.
- Usaremos os dois passos da metodologia:
Passo 1 – Transformar a frase em uma interrogativa.
Passo 2 – Encontrar nas respostas as funções sintáticas da oração.
Exemplo: A menina bonita veio hoje.
Passo 1: A menina bonita veio hoje?
Passo 2: Sim, ela veio.
O verbo “vir” neste exemplo pressupõe que “alguém venha” e “o lugar do qual ela vem”, o pronome “ela” está no lugar de “menina”, logo menina é o sujeito da oração, o termo “hoje”, que indica quando veio, não é obrigatório na oração, logo hoje é um adjunto adverbial e o termo “bonita” que acompanha o sujeito na oração, não obrigatório, é o adjunto adnominal.

Complemento Nominal

- É um complemento obrigatório na oração.
- Em geral, acompanha o sujeito.
- Usaremos os dois passos da metodologia:
Passo 1 – Transformar a frase em uma interrogativa.
Passo 2 – Encontrar nas respostas as funções sintáticas da oração.
Exemplo: A cura da AIDS revolucionará a medicina.
Passo 1: A cura da AIDS revolucionará a medicina?
Passo 2: Sim, ela revolucionará isso.
O verbo “revolucionar” neste exemplo pressupõe que “algo que revoluciona” e “o que é revolucionado”, o pronome “ela” está no lugar de “a cura”, logo cura é o sujeito da oração, “isso” esta no lugar de “a medicina“, logo a medicina é o objeto direto da oração, o termo “da AIDS”, que indica do que se trata a “cura” é obrigatório para sentido da oração, logo da AIDS é complemento nominal.


Divisão da Matéria: Tipos de Orações e a Força Ilocucionária – Metodologia Perini



3º 30 minutos:

Tipos de Orações

·         Interrogativas – Na escrita usa-se o ponto de interrogação, na fala tem-se a entonação ascendente.
·         Imperativas – Frases com verbos no imperativo. Ex. Faça / veja / feche / abra / etc.
·         Exclamativas – Na escrita usa-se o ponto de exclamação, na fala tem-se a entonação de surpresa, alegria, etc.
·         Declarativas – Ausência de qualquer marca de pontuação. Pode ser uma declaração, afirmação, enunciado.
·         Optativas – Verbos no subjuntivo. Ex. Se eu fizesse / Quando eu fizer / etc.

Força Ilocucionária

A força Ilocucionária é diferente dos tipos de orações, trata-se de um ato de fala, sua intenção vai depender do contexto. Tipos de forças Ilocucionárias: pedido / ordem / promessa / pergunta / entre outros.

Ex. Você poderia me emprestar uma caneta?
Tipo de Oração: Interrogativa
Força Ilocucionária: Pedido


Papeis Temáticos e Funções Sintáticas – Metodologia Perini

As funções sintáticas já foram apresentadas, são elas: Sujeito, Objeto direto, Objeto Indireto, Predicativo do Sujeito, Predicativo do Objeto, Adjunto adverbial, Adjunto Adnominal e Complemento Nominal.
Os papeis temáticos seriam as funções semânticas dos sintagmas nas sentenças. Tipos de papeis temáticos:

Agente

- É o que faz a ação.
- Ligados a verbos com ação.
- Tem de ser animado (com alma).

Ex. O homem sorriu.
Passo1 – O homem sorriu?
Passo 2 – Sim, ele sorriu.
“O homem” é o sujeito da oração (função sintática) e também o agente (papel temático), pois ele faz a ação de sorrir.

Paciente

- O que sofre a ação.
- Ligados a verbos com ação em seu campo semântico.

Ex. O homem secou o rio.
Passo1 – O homem secou o rio?
Passo 2 – Sim, ele secou-o.
“O homem” é o sujeito da oração (função sintática) e também o agente (papel temático), pois ele faz a ação de secar, “rio” é o objeto direto da oração (função sintática) e também o paciente (papel temático), pois ele recebe a ação de ser seco pelo homem.

Instrumento

- Usado para se fazer uma ação.

Ex. O macaco quebrou o coco com uma pedra.
Passo1 – O macaco quebrou o coco com uma pedra?
Passo 2 – Sim, ele quebrou-o.
“O macaco” é o sujeito da oração (função sintática) e também o agente (papel temático), pois ele faz a ação de quebrar, “o coco” é o objeto direto da oração (função sintática) e também o paciente (papel temático), pois ele recebe a ação de ser quebrado pelo macaco, “com uma pedra” é o adjunto adverbial (função sintática) e também o instrumento (papel temático) utilizado para efetuar a ação.

Fonte

- Indica a origem (de onde vem).

Ex. O homem saiu da cadeia.
Passo1 – O homem saiu da cadeia?
Passo 2 – Sim, ele saiu dela.
“O homem” é o sujeito da oração (função sintática) e também o agente (papel temático), pois ele faz a ação de sair, “cadeia” é o objeto indireto da oração (função sintática) e também a fonte (papel temático), pois se refere ao lugar de onde o agente vem.
                                                  
Meta

- Indica o objetivo, alvo, destino, meta (para onde vou).

Ex. O homem viajou para Fortaleza.
Passo1 – O homem viajou para Fortaleza?
Passo 2 – Sim, ele viajou para lá.
“O homem” é o sujeito da oração (função sintática) e também o agente (papel temático), pois ele faz a ação de viajar, “para Fortaleza” é o objeto indireto da oração (função sintática) e também a meta (papel temático), pois se refere ao lugar para onde o agente vai.

Importante: Em uma oração, cada sintagma assume um papel temático diferente, a não ser que estas estejam coordenadas (em frases diferentes).




4º 30 minutos:

Regras para atribuição de papel temático na voz ativa
1.      O objeto direto se interpreta sempre como paciente.
2.      O adjunto adverbial, que começa com “com” se interpreta como instrumento.
3.      O sujeito se interpreta como agente, instrumento ou paciente.
Regras para atribuição de papel temático na voz passiva
1.      O agente da passiva que inicia com “por” e “pelo” se atribui o papel temático de agente.
2.      Não é necessário encontrar um agente na oração. Se não existir na sentença, assuma que há um agente não-especificado.
3.      O sujeito se interpreta como paciente.

Ex. Um pastel foi comido pelo Marcos.
Passo1 – Um pastel foi comido pelo Marcos?
Passo 2 – Sim, ele foi comido.

“Foi comido” são o verbo auxiliar + verbo (voz passiva), “um pastel” é o sujeito da oração (função sintática) e também o paciente (papel temático), pois ele sofre a ação, “pelo Marcos” é o agente da passiva (função sintática) e também o agente da oração (papel temático).


Divisão da Matéria: Período Composto (Subordinação) - Sautchuk (2010) e Silva e Koch (2011)


     5° 30 minutos:


Diferença entre frase e oração:

- Frase: Qualquer tipo de comunicado. Ex.: (1) Tchau! (2) A Geovana derrubou o forno. (Pode ter verbo ou não)

- Oração: Funciona com o verbo. Ex.: A Geovana derrubou o forno.

Período é a frase organizada em oração ou orações, podem consistir em período simples (contem apenas uma oração) ou composto (contem mais de uma oração).

Ex.:
Oração em período simples: A Geovana derrubou o forno.
Oração em período composto: A Dona Maria sabe que a Geovana derrubou o forno.

Na frase: "A Dona Maria sabe que a Geovana derrubou o forno", a oração destacada funciona como uma subordinada à oração principal, pois possui uma dependência sintática da mesma. As orações subordinadas podem ser completivas, também conhecidas na Gramática Normativa como substantivas, elas recebem essa nomenclatura, pois a oração secundária funciona um complemento da principal e, no caso das substantivas, possuem como núcleo um substantivo. As orações completiva/substantivas podem ser ainda:

1)     Subjetivas: na qual a oração subordinada desempenha a função de Sujeito.
Ex.: Que eu faça comida é importante.
- Esta oração denomina-se: Oração subordinada substantiva subjetiva;

2)     Objetiva Direta: na qual a oração subordinada desempenha a função de Objeto Direto.
Ex.: A Dona Maria sabe que a Geovana derrubou o forno
- Esta oração denomina-se: Oração subordinada substantiva objetiva direta;

3)     Objetiva Indireta: na qual a oração subordinada desempenha a função de Objeto Direto.
Ex.: Geovana precisa de que sua mãe a perdoe
- Esta oração denomina-se: Oração subordinada substantiva objetiva indireta;

4)  Predicativa do Sujeito: na qual a oração subordinada desempenha a função de Predicativo do Sujeito.
Ex.: Luciana é que era valente
- Esta oração denomina-se: Oração subordinada substantiva predicativa do sujeito;

5) Completiva Nominal: na qual a oração subordinada desempenha a função de Complemento Nominal (complemento obrigatório do sujeito, semanticamente falando)
Ex.: A possibilidade de que os EUA invadam o Iraque é uma realidade.
- Esta oração denomina-se: Oração subordinada substantiva completiva nominal.

6)      Apostiva: na qual a oração subordinada desempenha a função de Aposto.
Ex.: A minha vontade é esse: que tudo fique bem.
- Esta oração denomina-se Oração subordinada substantiva apostiva.

Existem também as orações subordinadas adverbiais, que denotam condição, causa, circunstância, entre outras possibilidades, e possuem como núcleo um advérbio. Seguem alguns exemplos de orações adverbiais, que desempenham funções de Adjuntos Adverbiais:

1)    Tempo e Espaço: na qual a oração subordinada desempenha a função de Adjunto Adverbial de tempo e/ou espaço.
Ex.: Geovana limpou a janela quando estava no quarto;
- Esta oração denomina-se: Oração subordinada adverbial temporal.

2)     Causa: na qual a oração subordinada desempenha a função de Adjunto Adverbial de causa.
Ex.: Geovana esqueceu a bolsa, pois não se organizou direito.
- Esta oração denomina-se: Oração subordinada adverbial causal.

3)  Consequência: na qual a oração subordinada desempenha a função de Adjunto Adverbial de conseqüência.
Ex.: Geovana correu tanto que quase passou mal.
                - Esta oração denomina-se: Oração subordinada adverbial consecutiva;